Benefícios dos exercícios físicos


Com o envelhecimento da população, os custos médicos e sociais da fragilidade óssea causadora de muitas fraturas podem trazer um enorme impacto sobre a sociedade, a não ser que esquemas profiláticos e terapêuticos efetivos possam ser desenvolvidos. Os exercícios físicos são uma das melhores opções para reduzir e até mesmo reverter a perda óssea natural da idade. O aumento da massa muscular, em especial, melhora os efeitos positivos do exercício sobre a força óssea. Diversos estudos avaliaram a relação entre força muscular e massa óssea.

Um estudo comparou os efeitos dos treinamentos de resistência e agilidade sobre os ossos em mulheres idosas com massa óssea reduzida (osteopenia). As mulheres foram divididas em três grupos experimentais: treinamento de resistência, treinamento de agilidade e alongamento (este último foi considerado o grupo controle). Ao término do estudo, os grupos de treinamento de agilidade e resistência tiveram aumento significante da densidade óssea, e o grupo que realizou somente alongamento apresentou perda óssea.

Em um Segundo estudo, nove pessoas participaram de um programa de treinamento de resistência durante um período de 17 semanas de permanência na cama, deitados. Essas pessoas foram comparadas com 18 pessoas que também fizeram repouso mas não fizeram exercícios. A perda de volume muscular no grupo que se exercitou foi mínima em comparação com o grupo controle. Esses resultados indicam que exercícios de resistência podem ajudar a prevenir as alterações ósseas deletérias associadas a longos períodos de restrição no leito.

Evidências crescentes indicam que os exercícios físicos podem prevenir efeitos negativos da menopausa. Um estudo comparou mulheres após a menopausa submetidas exercícios físicos com mulheres na mesma condição (menopausa) que não se exercitaram. Após 26 meses foram observados efeitos significantes sobre a força muscular, o consumo máximo de oxigênio (VO2), a densidade óssea e os níveis de colesterol e triglicérides no grupo que se exercitou. Ou seja, a atividade física pode melhorar de modo significante a força e a resistência (endurance), reduzir a perda óssea e melhorar os níveis lipídicos em mulheres na menopausa.

Outro estudo foi feito para determinar os efeitos da realização de exercícios regulares com stepper e transport sobre força muscular, resistência cardiovascular e densidade mineral óssea em mulheres jovens. Foram observadas diferenças significantes entre os dois grupos e um grupo controle que não realizou exercícios em termos de peso, índice de massa corpórea, porcentagem de gordura e consumo máximo de oxigênio (VO2).

Outro estudo avaliou a contribuição da realização de exercícios na adolescência para a quantidade máxima de massa óssea atingida em mulheres jovens. Foi observado que a atividade física na faixa etária da adolescência ajudou a aumentar a massa óssea máxima alcançada ao longo da vida.

Outra investigação examinou os efeitos de atividade de resistência de alta intensidade e baixa intensidade sobre a densidade óssea. Os dados indicaram que o treinamento de alta intensidade (treinamento de força) é o mais indicado para melhorar a densidade óssea em adultos e idosos sadios.

Também foi feita uma comparação entre os efeitos do treinamento de resistência com 80% da carga máxima (8 repetições) e com 40% da carga máxima (16 repetições) sobre a força muscular e a densidade óssea. Ambas as modalidades foram efetivas em melhorar a força muscular e a densidade óssea, com resultados ainda melhores no grupo que realizou exercícios com carga maior e menos repetições.

Observou-se em um outro estudo que tanto atividade de endurance quanto atividade de resistência melhoram a força muscular e a massa óssea, de modo independente, e provavelmente somatório. Esses resultados sugerem que a atividade física é um importante fator preditivo da massa óssea no idoso.

E finalmente, uma análise de vários estudos (metanálise) concluiu de modo consistente que os programas de treinamento físico preveniram ou reverteram a perda óssea em populações de mulheres após a menopausa.

CONCLUSÃO: A massa óssea é um fator determinante da qualidade de vida em idosos, e está diretamente relacionada ao nível de atividade física realizada em qualquer fase da vida, especialmente nas fases mais precoces, quando será determinado o Maximo que cada pessoa poderá alcançar de massa óssea. E a força muscular é um fator determinante da densidade mineral óssea, estando relacionada tanto à realização de atividades de endurance como a corrida quanto de atividades de resistência e força muscular, como ginástica localizada, musculação e treinamento funcional.

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