Endurance

Os eventos esportivos de endurance tˆm tido uma melhora dram tica nas £ltimas d‚cadas. Por exemplo, desde a d‚cada de 1960, o recorde para a corrida de maratona entre os homens foi melhorado em mais de oito minutos (6%). (BRANCH , 1992), acredita que esse enorme progresso pode ser explicado por dois fatores principais.

Primeiro, um aumento no n£mero de atletas participantes da prova trouxe ao esporte pessoas dotadas de potencial gen‚tico favor vel … boa performance.

Segundo, as pr ticas de treinamento tˆm se tornadas mais rigorosas e definidas. Para descrever essas t‚cnicas, em termos fisiol¢gicos, h  uma explica‡Æo de por que elas sÆo bem sucedidas, e como objetivo secund rio discute as implica‡äes nutricionais do treinamento como sendo importantes para os atletas de endurance de elite nos dias atuais.

A procura de melhor performance nas competi‡äes representa um dos desafios mais constantes da hist¢ria do esporte. Esse esfor‡o tem sido acompanhado de tentativas de utiliza‡Æo de uma dieta apropriada ao esfor‡o que se realiza em cada modalidade esportiva (SALDIVA, 1997).

A necessidade de energia no exerc¡cio f¡sico prolongado ‚ suprida por oxida‡Æo aer¢bia at‚ uma certa intensidade de trabalho. Se a intensidade ‚ muito alta, ser  necess rio que haja glic¢lise anaer¢bia para suprir a deficiˆncia de energia.

O lactato, o produto final da glic¢lise, se acumula nesses casos, acima da concentra‡Æo de 4 mmol/l no sangue venoso, o que representa o limiar aer¢bio-anaer¢bio.

O conhecimento da velocidade individual nesse limiar ‚ importante para o diagn¢stico e a melhor utiliza‡Æo da capacidade de endurance , para a melhoria da produ‡Æo de energia aer¢bica e para se evitar a influˆncia da acidose no processo cognitivo (SEILER , 1987).

Um atleta de endurance que corra a 70% de seu VO 2 m ximo utiliza 50% a 60% da energia vinda de carboidratos, 35% a 40% de gorduras e 5% a 10% de prote¡nas (HAGERMAN, 1992).

Durante a fase de treinamento de um atleta de endurance , ‚ necess rio que se mantenham os n¡veis de consumo cal¢rico adequados e um balan‡o nitrogenado positivo, o que em alguns casos nÆo se consegue somente com a dieta, devido … diminui‡Æo do apetite, inabilidade de recomposi‡Æo dos estoques de glicogˆnio muscular entre os treinamentos, ou escolha inadequada dos alimentos, levando … necessidade de suplementa‡Æo (APPLEGATE, 1991; KREIDER, 1993).

Os carboidratos sÆo os que mais contribuem para o consumo total de energia, e ainda representam o componente necess rio para a reposi‡Æo do estoque de glicogˆnio hep tico e muscular do organismo.

O papel importante do carboidrato end¢geno (estocado como glicogˆnio no f¡gado e nos m£sculos) vem do fato de servir como combust¡vel prim rio para a performance do m£sculo, principalmente durante os exerc¡cios intensos (COYLE, MOUNTAIS, 1986).

O estoque de glicogˆnio no organismo depende do consumo diet‚tico de carboidratos; a taxa de deple‡Æo de glicogˆnio muscular depende de diversos fatores, como a intensidade do exerc¡cio, o n¡vel de condicionamento f¡sico, a temperatura ambiente, e a dieta pr‚-exerc¡cio. Essa deple‡Æo parece limitar a performance , podendo representar uma causa importante de fadiga em atividades que duram mais de 60 minutos (COSTILL, 1988).

Nos est gios finais de um exerc¡cio prolongado, diminui a concentra‡Æo sangu¡nea de amino cidos ramificados (BCAAs), que normalmente competem com uma substƒncia chamada triptofano no c‚rebro; a entrada facilitada de triptofano pela diminui‡Æo de BCAAs aumenta a produ‡Æo de outra substƒncia, chamada serotonina, levando a aumento da sensa‡Æo de fadiga. Teoricamente, a suplementa‡Æo com estes amino cidos poderia diminuir ou impedir a fadiga nessas condi‡äes (WILLIAMS, 1992).

CARLSON e JOHNSON (1963) comentam sobre a forma‡Æo de  cido l tico como produto do desgaste f¡sico, e relacionam esta forma‡Æo com a diminui‡Æo do glicogˆnio.

Na ausˆncia de quantidade suficiente de carboidratos, e com o uso de quantidades de gordura algumas vezes maiores que aquilo que organismo pode processar, a oxida‡Æo destas pode ser incompleta para produzir energia mais rapidamente, acumulando intermedi rios ac¡dicos e levando … acidose metab¢lica (MAHAN e ARLIN , 1994).

Experiˆncias mais recentes homologaram o conceito tradicional de que o verdadeiro d‚bito de oxigˆnio, ou seja, o aumento do consumo de oxigˆnio para a recomposi‡Æo dos fosfatos ricos em energia e para a metaboliza‡Æo do lactato, nÆo ‚ restitu¡do durante esfor‡o subm ximo cont¡nuo (HASSELBACH , 1971).

Acima de 50% da capacidade aer¢bia m xima (absor‡Æo m xima de oxigˆnio), em indiv¡duos de resistˆncia mediana, come‡a a haver aumento de teor lactato com aumento da intensidade do esfor‡o (MARGARIA , 1933).

A musculatura necessita agora de mais ATP do que o sistema aer¢bio gerador de energia pode liberar. Por causa disso ‚ solicitado o desdobramento anaer¢bio de glic¡dios.

De n¡veis subm ximo h  n¡veis m ximos de intensidade de trabalho, o teor de lactato no sangue atinge seus teores m ximos alguns minutos ap¢s o final do esfor‡o. Provavelmente a causa de tal fato ‚ predominantemente bioqu¡mica.

Os fatores que podem influenciar a produ‡Æo de  cido l tico sÆo v rios, como sexo, idade, estado de sa£de e de nutri‡Æo, estado de treinamento, caracter¡sticas antropom‚tricas, temperatura do ar, umidade do ar, pressÆo do ar.



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